Diego - Review
M.D. Geist (1986) IMDb
装鬼兵MDガイスト
director: Hayato Ikeda / Koichi Ohata actor: Norio Wakamoto / Akio Nojima
other title: M. D. Geist / 装鬼兵MDガイスト
Geist (the main character) is MD-02, a Most Dangerous Soldier, genetically engineered to function as a killing machine, but every one of the MDS units went homicidally insane. As a result Geist was placed in suspended animation in a stasis pod orbiting the planet Jerra until it crashed several years later, awakening him and bringing him into another war on the planet.
Jan. 1, 1998 watched https://www.youtube.com/watch?v=vE2rrquIm_U
Feb. 10, 2026 Review Muito perigoso para viver. Muito poderoso para ser destruído! - OBS: postado originalmente como colaboração no blog Super Mundo Robô, em 2012 ( http://www.supermundorobo.com/2012/04/md-geist-1986.html ); disponível em: https://positroniko.wordpress.com/2012/04/22/m-d-geist-1986/ Na segunda metade dos anos 90, a extinta Rede Manchete exibiu um programa chamado U.S. Manga . Certa vez, liguei a TV e já estava na metade de algum episódio, mas a cada dia passava algo diferente, foi então que me dei conta de que não se tratava de uma única série animada, mas sim de OVAs (Original Video Animation). Que são, basicamente, animações com poucos episódios e tem duração média de 45 minutos. Logo me surpreendi com a extrema violência, algo até então inédito, para quem estava acostumado a ver o auge dela em Cavaleiros do Zodíaco. Foi assim que conheci M.D. Geist. No ano em que foi proclamado o fim da era cristã, a humanidade começou a avançar no espaço, espalhando suas sementes através das estrelas. Entretanto, a chama da guerra ainda não havia sido apagada. Mesmo neste planeta, Jerra. A nova geração da humanidade conhecida como Nexrum, se opõe a Terra governar todos os outros planetas. Esperando conter os Nexrum, o exército regular de Jerra entra em guerra. Nenhum dos dois lados quer ceder, o caos da guerra cresce. M.D. Geist: parte da Tropa de Elite do Exército regular de soldados manufaturados. Baseados nas teorias de bio-clonagem, eles possuem abilidades de combate que vão muito além dos homens normais. Mas o método de luta de Geist provou ser muito feroz. Foi decidido que sua existência representava um grande perigo. Como resultado, no ano 843 de Jerra, ele foi preso em um satélite em órbita. Ele também é conhecido como Most Dangerous Geist. Com essa premissa, acompanhamos Geist voltando para Jerra (com satélite e tudo). Ao ver o estado em que o planeta se encontra (basicamente destroços e cinzas), ele solta a frase: “Parece que alguém andou brincando com fogo” e dá aquele sorrisinho sacana. Em sua peregrinação, encontra uma gangue (Land Pirates) que estão acabando de matar um sujeito que está vestindo uma Fightech (armadura). Geist não espera nem o corpo da vítima esfriar e começa a pegar sua armadura. Os Land Pirates não gostam nem um pouco disso, mas antes que façam qualquer coisa, o seu líder Golem intervém e dá duas opções para Geist: se juntar ao grupo ou lutar com ele. Geist pergunta quais são as regras da luta, Golem responde: “Apenas uma: matar”. Após o embate, Geist é declarado o novo líder do bando por Vaiya. Ela vê em Geist, uma forma de sobreviver dentro daquele mundo caótico. Ela se dispõe a passar todas as informações que Geist precisa e explica que também atuam como mercenários ajudando tanto o Exército regular de Jerra, quanto os Nexrum. Somos apresentados então a uma batalha entre um mega tanque do Exército regular sendo atacado por vários robôs (Powered Suits) Nexrum. Geist sugere ajudar o exército regular, alegando que o lado mais fraco irá pagar mais. Porém, mesmo sobrevivendo ao ataque, o Coronel Krutes diz a eles que não solicitou sua ajuda e não irá lhes pagar nada. E ainda por cima, chama Vaiya de hiena. Ela retruca dizendo que é uma hiena por que vive de homens mortos, mas quem deixou o mundo assim foi o próprio exército com sua guerra. Vaiya decide ir embora, mas Geist insiste em ficar. O bando continua ajudando o exército, o Coronel que é mais velho, reconhece Geist pela sua dog tag e sabe “o que” ele é. Deathforce: É um projeto que foi criado pelo exército regular como último recurso, caso a guerra fosse perdida. Basicamente, uma fortaleza cheia de robôs que, quando ativados, saem rastreando e exterminando todas as formas de vida indiscriminadamente, ou seja: atacando até mesmo aliados. Seria uma espécie de Máquina do Apocalipse. Com a morte do Presidente Ryan, é iniciada a contagem regressiva para ativação do Deathforce. O Coronel Krutes com sua tropa e junto com Geist, partem numa missão suicida até o Brain Pallace, fortaleza onde estão os computadores que ativam o programa Deathforce… Não vou contar o final para não estragar. Infelizmente, este anime não foi lançado em VHS ou DVD no Brasil. Sendo assim, você tem a opção de assistir no Youtube legendado por fansubs ou comprar o DVD americano na Amazon ou Ebay. Peguei o meu no Ebay já que sou fã, mas é uma edição bem simples só com o anime, sem extra algum. Se você gosta de robôs gigantes, armaduras futuristas e cenários pós-apocalípticos, M.D. Geist muito provavelmente irá lhe agradar. Talvez um dos fatores mais marcantes no anime seja sua violência extrema, para quem assiste pela primeira vez talvez seja o fator que mais impressiona. Mas num segundo momento, é fascinante ver os encaixes e mecanismos da armadura (fightech) que Geist utiliza, os robôs Nexrum, veículos, etc. Cusiosidades: – Na trilha sonora de Yôichi Takahashi, temos 2 faixas cantadas por Hironobu Kageyama (responsável por cantar músicas de abertura de séries como: Changeman, Dragonball Z e Cavaleiros do Zodíaco). E realmente estas 2 faixas são as mais marcantes, ainda que toda trilha sonora seja ótima. Com destaque para “Violence of the Flame” . – Quando me aprofundei nas pesquisas sobre o Anime vi que, tanto no Brasil, quanto nos EUA haviam blogs e podcasts classificando M.D. Geist como “O pior anime já produzido”. Por um tempo até concordei em alguns pontos, mas ao assistir novamente, vejo que é um anime bem feito e possui sim um roteiro inteligível, basta prestar atenção nos textos que aparecem e nos detalhes visuais. Apesar do anime ter sido produzido em 1986, existe uma versão do diretor que é a que conhecemos no ocidente. Talvez a galera que reclame do anime tenha visto só a versão original (a qual nunca assisti). – Existe uma publicação em quadrinhos chamada “M.D. Geist Ground Zero” que serve como prólogo, mas não tive a oportunidade de ler ainda. Espero que tenham gostado, em breve devo fazer uma resenha de “M.D. Geist II: Deathforce”, fiquem ligados.
Anime Mecha Robôs
Mad Max (1979) NeoDB Douban IMDb WikiData TMDB
Mad Max
6.0 (12 ratings) director: George Miller actor: Mel Gibson / Joanne Samuel
other title: Interceptor / Mad Max - As Motos da Morte
In the ravaged near-future, a savage motorcycle gang rules the road. Terrorizing innocent civilians while tearing up the streets, the ruthless gang laughs in the face of a police force hell-bent on stopping them.
July 11, 2017 watched
Jan. 27, 2025 Review Revisitando Mad Max (1979) - Não é resenha propriamente dita, mas comentário publicado originalmente no Filmow em 10 de Julho de 2017. Resgato aqui, aproveitando a possibilidade de postar links e imagens. Às vezes me pergunto se faz sentido assistir várias vezes a um mesmo filme. Cheguei a conclusão de que alguns, pelo menos, continuam trazendo novidades. E acredito que estes são os que mais valem a pena. Não me recordava da cena de Mad Max (1979), na qual os motoqueiros *** E vale lembrar: somente efeitos práticos!
Australia Filmes
Property (2023) IMDb TMDB
Propriedade
director: Daniel Bandeira actor: Malu Galli / Zuleica Ferreira
other title: Propriedade
To protect herself from a revolt by the workers on her family's farm, a reclusive designer locks herself in her armored car. The clock is ticking and the tension rises. Separated by an impenetrable layer of glass, two universes are about to collide.
May 6, 2024 watched
Jan. 1, 2025 Review Resenha do filme Propriedade (2022) - Propriedade é um ótimo thriller, como há muito não assistia. Publicado originalmente no Filmow em 05/05/2024. *** Um dos significados que extraio é que, para certas coisas, o conflito é inevitável. Nossa sociabilidade tem suas máscaras, ao agirmos politicamente (ou seria falsamente?); quando tais máscaras caem, resta apenas o baixo calão, a violência verbal, a violência física até à barbárie (com todo o respeito aos povos bárbaros).
Filmes Brazil
Joyeux Noel (2005) WikiData NeoDB Douban IMDb TMDB
Joyeux Noël
director: Christian Carion actor: Diane Kruger / Benno Fürmann
other title: Joyeux Noël: una verità dimenticata dalla storia / En dag uden krig
France, 1914, during World War I. On Christmas Eve, an extraordinary event takes place in the bloody no man's land that the French and the Scots dispute with the Germans…
May 17, 2012 watched
Dec. 25, 2024 Review Resenha do Filme Feliz Natal (Joyeux Noël, 2005) - Publicado originalmente no Filmow em 16/05/2012. Logo na abertura do filme, vemos a cena de uma criança em uma sala de aula, em frente ao quadro negro, com um mapa atrás de si, como que apresentando um seminário. Enaltecendo as qualidades de seu país e atacando as nações inimigas. O mais interessante: cada uma delas, fala na respectiva língua de seu país, característica esta que é mantida durante todo o filme, ajudando a manter a imparcialidade, de forma que o espectador não é levado a tomar partido da Nação X ou Y. O Chamado para a Guerra: Escócia Um rapaz (William) chega na paróquia empolgado e começa a tocar o sino, diz que se alistou e que também deu o nome de seu irmão mais novo, um coroinha (Jonathan). O padre (Palmer) acaba se juntando à eles e vai servir como médico no front. Alemanha O tenor Nikolaus Sprink e sua amada, a soprano Anna Sörensen são famosos no mundo da ópera. Durante uma apresentação, um militar alemão entra no auditório e lê um comunicado: Sprink é convocado para a guerra. França Já nas trincheiras, somos apresentados ao Tenente Audebert, se preparando para uma ofensiva: ele passa mal e depois de vomitar, se recompõe e sai de sua guarnição para comandar seus soldados para o próximo ataque, tenta motivá-los dizendo que, se forem bem sucedidos na missão, poderão passar o Natal em casa. Temos então o combate: o exército francês tem muitas baixas, grande parte causada por uma metralhadora alemã e Audebert perde sua carteira que continha a única foto de sua esposa. E, ao contrário do que previa, ele e seus soldados passarão o Natal nas trincheiras. Do lado dos escoceses, William é alvejado, seu irmão mais novo tenta carregá-lo, mas ambos caem e Jonathan é forçado a deixá-lo para morrer na terra de ninguém. o Padre Palmer leva uma dura de seu superior por conta de sua tentativa de resgatar um companheiro que estava caído, a poucos metros da trincheira. Do lado dos alemães, a soprano Anna Sörensen consegue a liberação de Sprink do front, apenas por uma noite: para cantarem para o Príncipe Herdeiro. Porém, depois da apresentação, Sprink sente uma inquietação e diz que quer voltar ainda na mesma noite para as trincheiras: ele diz que precisa cantar para seus companheiros. Anna não entende, diz que não irá deixá-lo escapar e irá junto com ele para o front, se necessário. E é isso que acontece, para espanto de Horstmayer (Tenente alemão) que logo cede e permite a permanência de ambos nas trincheiras. Do lado escocês, começam a cantar e tocar suas gaitas de fole, pouco depois, é a vez dos alemães soltarem a voz, ao final são aplaudidos… pelos escoceses! E estes “insinuam” com suas gaitas de fole o início de uma nova canção que, prontamente, tem seguimento pela voz de Sprinker, que se empolga, pega uma pequena árvore de Natal e sai da trincheira indo em direção aos escoceses. Nesse meio tempo, os franceses estão mais que desconfiados e ficam de olho neles, através de suas alças de mira. O Tenente alemão vai atrás de Sprinker para trazê-lo de volta mas, antes disso, é a vez do Tenente escocês sair de sua trincheira e se aproximar deles. O Tenente Audebert não perde tempo e se junta ao grupo. Os líderes tentam se comunicar, a língua escolhida é o inglês. Planejam um cessar-fogo na noite de Natal e, somente durante a Noite de Natal. Fazem o gesto de despedida e antes de voltarem para suas trincheiras, os soldados de todos os lados se juntam à eles. Para surpresa de todos, começam a trocar alguns presentes improvisados, como chocolate e bebidas. Nesse momento temos uma cena cômica: um gato passa entre eles, 2 soldados (um alemão e outro francês) reconhecem e tentam pega-lo, cada um chamando por um nome diferente. O alemão chama o gato de Felix, já o francês diz que não: seu nome é Nestor! Vocês podem pensar que o filme termina por aqui, mas não: falei apenas da metade dele e de forma bem resumida. Apesar da ambientação ser em uma guerra, é um filme bonito e sutil. Ele nos mostra que, por mais brutal e sangrenta que uma guerra possa ser, os exércitos são formados por seres humanos, não por monstros. E agora que os soldados se conhecem, ficaram cara a cara, conversaram, trocaram presentes… ainda terão coragem de puxar o gatilho uns contra os outros? Descubra assistindo Feliz Natal! Este filme foi baseado em fatos reais.
Filmes TerCinema
Samba (2014) TMDB IMDb
Samba
director: Éric Toledano / Olivier Nakache actor: Omar Sy / Charlotte Gainsbourg
other title: Heute bin ich Samba
Samba migrated to France 10 years ago from Senegal, and has since been plugging away at various lowly jobs. Alice is a senior executive who has recently undergone a burnout. Both struggle to get out of their dead-end lives. Samba's willing to do whatever it takes to get working papers, while Alice tries to get her life back on track until fate draws them together.
April 14, 2019 watched
Dec. 17, 2024 Review "Deve ser a resistência..." :-) - Publicado originalmente no Filmow Filmaço. Decidi assisti-lo por ser dos mesmos diretores de "Intocáveis" (Intouchables, 2011) . De antemão, para quem gostou da temática e sensibilidade de "Samba", recomendo a minissérie britânica, de 4 capítulos, "Run" , de 2013. Voltando ao filme, penso que ele mostra o pior de 2 mundos: daqueles que não tem o mínimo existencial para levar uma vida digna e, ainda assim, lutam por ela, por pior que seja. E daqueles que estão materialmente plenos, mas que perderam a essência da vida para levá-la adiante. Acabei imaginando isso de uma forma bem visual e simbólica e o que me veio à mente foi a imagem do Yin e o Yang (Spoiler a seguir): *** E, em meio a tudo isso, não poderia deixar passar a história contada pelo tio de Samba, que traz uma reflexão justamente sobre essa temática maior do filme. Alertando que não basta a vontade de viver, é necessário saber diferenciar aquilo que é um mero anestésico ou distração das coisas que realmente irão nos preencher e nos edificar. "Na África, nas noites de chuva, os insetos efêmeros, voam dando voltas e caem nos pratos. Batem nas paredes e já caem meio mortos. O problema é que eles não conseguem resistir à atração da luz. O desejo de viver é grande demais. Eles giram freneticamente em torno da lâmpada. Pela manhã, eles parecem as pequenas folhas mortas espalhadas sobre a mesa, embora no dia anterior fossem borboletas. Eu desejo que nenhum de nós seja um desses efêmeros".
Filmes TerCinema France
Persona: The Dark Truth Behind Personality Tests (2021) IMDb
Persona: The Dark Truth Behind Personality Tests
director: Tim Travers Hawkins
A documentary exploring the history and growing dangers surrounding the seemingly innocuous Myers–Briggs personality test.
Nov. 22, 2022 watched
Dec. 16, 2024 Review Resenha do documentário Persona: The Dark Truth Behind Personality Tests (2021) - Publicado originalmente em 21/11/2022, no Filmow Ótimo documentário. Trata principalmente do Myers–Briggs Type Indicator (MBTI), sua criação e popularização, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. Na esfera pessoal, é uma forma de autoconhecimento, a fim de compreender melhor nossa forma de pensar, agir e como direcionamos nosso foco e energia para determinadas coisas. No caso dos introvertidos, o MBTI explica bem sobre a tal "bateria social" (desgaste causado ao ficar muito tempo interagindo em festas, por exemplo). Vale a pena deixar claro que cada tipo de personalidade não é um bloco monolítico, mas um conjunto de fatores combinados de forma complexa. A grosso modo, como os ajustes de equalização de uma mesa de som. Já no âmbito corporativo, os testes se mostram temerários. Pelo que o documentário mostra, nos EUA é uma prática de longa data, que apenas se intensifica mais com o advento da informática e, depois, com os algoritmos e inteligência artificial. No Brasil, percebi que, nos últimos anos, os processos seletivos estão usando testes de personalidade de maneira bem desmedida. O candidato é direcionado para um site, faz um teste, depois vai para outro e assim por diante. Há uma grande perda de tempo preenchendo formulários enormes (e redundantes), respondendo perguntas apenas para traçar o tipo de personalidade (e não as habilidades pertinentes às tarefas a serem executadas no cargo). Com isso, ignoram a realidade material do trabalho, com a inovação e aperfeiçoamento dos trabalhadores no dia a dia (diante de situações fáticas) e reiteram uma rotina que transforma pessoas em autômatos. Os que possuem um tipo de personalidade mais introvertida, são eliminados sumariamente do processo seletivo e raramente são chamados para uma entrevista. O documentário mostra o exemplo de um rapaz que se viu nesta situação e, mesmo com diploma universitário, nunca mais conseguiu um emprego. *** A situação é tão crítica que há até um grupo para treinar candidatos que possuem os perfis que costumam ser rejeitados. Sim: um treinamento para "hackear" os testes de personalidade e dar a mínima chance de que os candidatos consigam uma vaga ou ao menos uma entrevista! Há também uma insinuação de que o teste tem raízes racistas. Aqui, em nome da honestidade intelectual, é necessário pontuar: uma pesquisadora chega a esta conclusão após descobrir que a autora do teste escreveu um livro de ficção que possui elementos de eugenia. Mas não há uma ligação direta entre o livro de ficção e a criação do teste. Ao final, acredito que, na esfera pessoal, do autoconhecimento, o teste pode ajudar. Já no ambiente corporativo, é condenável (principalmente, se utilizado de forma determinante para contratação). Ninguém nasce pronto. Algumas pessoas aprendem rápido, outras mais lentamente. Mas todos podem se desenvolver no trabalho, dia após dia. O fato é que vivemos em um sistema Capitalista, que funciona com o conceito de exército de reserva para o trabalho, que almeja apenas um "colaborador" que possa executar a tarefa imediatamente, mesmo que depois de 3 meses ele seja desligado. Além disso, um ambiente de trabalho homogêneo tira dos trabalhadores a oportunidade de conviver com pessoas diferentes, que possuem outras formas de pensar, que podem trazer inovações e melhorias na produtividade. O resultado está aí: profissionais todos "iguais", trabalhando no "piloto automático".
Filmes United States Documentário MBTI
The Lost Boys (1987) TMDB IMDb
The Lost Boys
director: Joel Schumacher actor: Jason Patric / Corey Haim
other title: Ragazzi perduti / Lost Boys
When an unsuspecting town newcomer is drawn to local blood fiends, the Frog brothers and other unlikely heroes gear up to rescue him.
Jan. 24, 2012 watched
Nov. 26, 2024 Review Os Garotos Perdidos (The Lost Boys, 1987) - Postado originalmente em 01/09/2009 em: Especial: Joel Schumacher – Parte 1 | Frank Castle Blog Quem tem mais de 20 anos, com certeza, já deve ter visto este filme na Sessão da Tarde. Assim como outros filmes que vou falar a seguir, não sabia que Garotos Perdidos foi dirigido por Joel Schumacher. O elenco é composto por Kiefer Sutherland (mais conhecido hoje como Jack Bauer) e várias figurinhas carimbadas dos anos 80: Corey Haim (de “Bala de Prata” e “Licença para Dirigir”), Corey Feldman (de “Conta Comigo” e “Goonies”), entre outros que você com certeza irá reconhecer. Este já é um filme mais divertido, mas ainda assim com um certo suspense. Assisti ele novamente para fazer esta resenha e digo que ele continua muito bom, prende a atenção do começo ao fim. Devido a um divórcio e dificuldades financeiras, Lucy (Dianne Wiest) decide ir morar com seu pai e parte para a cidade de Santa Carla junto com seus 2 filhos: Sam (Corey Haim) e Michael (Jason Patric). Logo ao chegarem na cidade, acabam tendo um choque ao ver várias pessoas largadas ao léu e gente revirando o lixo em busca de comida (aqui, o diretor mostra mais uma vez o lado “podre” dos EUA). Ao chegar na casa de seu avô, Michael pergunta se é verdade que Santa Carla é a “Capital Mundial do Crime”. (pois viu isso escrito em uma pichação na entrada da cidade). Ele solta a pérola: Deixe-me apenas dizer o seguinte: Se todos os corpos enterrados por aqui resolvessem se levantar de seus túmulos, teríamos um problema de superpopulação! Michael parece não levar isso a sério, Sam fica um pouco impressionado, apesar disso saem para conhecer melhor o lugar. O irmão mais velho, fica vidrado em Star (uma garota que vê em um show a céu aberto na praia) e começa a segui-la. Ele acaba conhecendo uma gangue de motoqueiros liderada por David (Kiefer Sutherland) e acaba cedendo as suas provocações. Já Sam, encontra uma loja de revistas em quadrinhos e conhece 2 “figuras”: Alan Frog e Edgar Frog (Corey Feldman). Os irmãos começam a abordá-lo falando sobre Vampiros e lhe oferecem uma revista sobre o assunto. Depois dizem que pode considerar a revista como um “manual de sobrevivência” e que o telefone deles está no verso da mesma. Ao se enturmar com o bando de David, Michael acaba bebendo o que achava ser vinho, mas começa a ter modificações em seu corpo: Daí descobre que David e sua gangue são vampiros! Sam, ao ver que o reflexo de seu irmão quase não aparece no espelho, se assusta e liga para os irmãos Frog. A partir daí, o filme segue num ritmo bem alucinante e ocorrem várias reviravoltas. Recomendado para quem gosta dessa temática de Vampiros. Nota: Em 2008 saiu uma continuação: “Garotos Perdidos 2: A Tribo” (Lost Boys: The Tribe). Porém este já não é mais dirigido por Joel Schumacher.
Filmes TerCinema
Morning Patrol (1987) Douban IMDb WikiData TMDB
Πρωινή Περίπολος
director: Nikos Nikolaidis actor: Michele Valley / Takis Spyridakis
other title: Patrouille Matinale / Πρωινή Περίπολος
A deserted city is the setting, where a woman walks alone trying to approach and enter the forbidden zone. Traps and the morning patrol lurk everywhere. Electronic voices summon the (non-existent) people to abandon the city. Can a love affair in this place survive?
May 13, 2024 Review Morning Patrol (Proini peripolos, 1987) - Morning Patrol (Proini peripolos, 1987) Em 2024, iniciei um experimento criado de forma arbitrária: assistir a um filme por semana, alternando entre nacionais e estrangeiros (sem repetir o país). O objetivo é sair da mesmice, conhecer boas obras do Cinema nacional, assim como estilo e cultura de outros povos. Nesta semana, de filme estrangeiro, precisei pesquisar mais, pois já havia explorado os países mais manjados. Eis que encontro na minha lista do Filmow um filme grego chamado Morning Patrol . Não faço ideia de quando o adicionei ou de onde peguei a indicação. Esperava um "Filme B", mas me surpreendi positivamente: possui uma ótima fotografia, com tomadas bem interessantes, principalmente aquelas mais abertas, as quais costumo brincar que, se pausar, viram um quadro. Trata-se de um filme contemplativo, durante boa parte dele não há diálogos e conta com uma excelente narração em off , contendo excertos de obras literárias de autores como Philip K. Dick (não me pergunte de quais livros ou contos, pois fiz algumas pesquisas e não encontrei). O enredo é bem vago: as cidades estão desertas e foram sitiadas por um grupo que se assemelha a militares. Não se sabe o que levou a esse estado de coisas, a protagonista também não parece saber ou se lembrar. Acompanhamos sua jornada e, de forma implícita, percebemos que pode ter ocorrido alguma guerra química, nuclear ou biológica, pois há sinais de contaminação e doenças. O longa não traz muita pirotecnia: o que prende e intriga o espectador é o clima de paranoia e, principalmente, suas excelentes locações. Neste sentido, é impossível não compará-lo a Stalker (Сталкер, 1979) , do diretor Andrei Tarkóvski. Em sua parte mais filosófica e narrações em off lembra muito Blade Runner (1982) , tanto pelo aspecto existencialista e da brevidade da vida quanto pelas incertezas das lembranças sobre as origens. Em entrevista, o diretor Nikolaidis diz que o filme, lançado em 1987, está bem à frente do seu tempo e admite que foi profundamente impactado pelo seu próprio trabalho, dizendo que: Morning Patrol ainda é um filme que tenho medo de assistir. Para muitos, é meu melhor filme, eu apenas tenho medo de assisti-lo. Porque é um filme que fala sobre todas as coisas que eu temia e finalmente se tornaram realidade. Silêncio, frieza, comunicação quebrada, falta de emoções, assassinatos... Eu não quero falar sobre este filme. Ele me perturba. Morning Patrol está disponível no Youtube (infelizmente, apenas com legendas em inglês): Morning Patrol (1987)| Philip K. Dick| Full Length Sci-Fi Drama FIlm| English Subtitles - YouTube #Filmes #Movies #Grecia #Greece
Perfect Days (2023) NeoDB IMDb Min reol Douban TMDB
Perfect Days
8.0 (65 ratings) director: Wim Wenders actor: Koji Yakusho / Tokio Emoto
other title: The Tokyo Toilet / PERFECT DAYS
Hirayama is content with his life as a toilet cleaner in Tokyo. Outside of his structured routine, he cherishes music on cassette tapes, books, and taking photos of trees. Through unexpected encounters, he reflects on finding beauty in the world.
April 22, 2024 watched Aproveitando o ensejo, após ler as resenhas do @arlon@harpia.red
e do @sol2070@mastodon.social (confira aqui https://blog.ayom.media/ideiasdechirico/o-sedutor-misterio-de-dias-perfeitos e aqui https://sol2070.in/2024/09/dias-perfeitos-sociedade-japonesa/), compartilho abaixo minhas impressões sobre o filme.

O filme traz algo que, a cada dia, se torna mais impraticável; se você mora no Brasil, praticamente impossível, que é: separar sua vida vida profissional da pessoal. E, por mais que você se dedique ao trabalho, ter o tempo e paz suficientes para descansar e fazer suas coisas, sem ter a paranoia de que algo ou alguém irá te interromper.

De modo mais concreto: se dedicar ao trabalho com afinco, mas fazendo aquilo que cabe a você e condizente com seu cargo e seu salário (e não ser precarizado).

Em que pese o fato de o personagem ter seus próprios utensílios de trabalho e também do episódio em que leva sua sobrinha (a contragosto) para acompanhá-lo, fica claro que o ele quer ter sua vida pessoal bem separada do trabalho. Seus momentos de relaxamento e contemplação durante o expediente ocorrem somente no horário de almoço que, apesar de breve, carrega um grande elemento de sua vida pessoal (mas que ainda passará por uma curadoria posterior).

Há horário para tudo: o trabalho, o qual faz com esmero mas, terminado este, se desliga totalmente dele: tomando seu banho prolongado, que não só remove germes e bactérias, mas também providencia um estado de relaxamento necessário para sua leitura (quem nunca teve a experiência depois de tomar um banho, relaxar numa leitura diante daquele vento fraco de um ventilador ou brisa vinda da janela? Ou qualquer outro "ritual", como aquele de Duro de Matar I, de contrair os dedinhos sobre um carpete de um quarto de hotel, logo após uma longa viagem de avião?).

Temos também o papel do minimalismo (ou melhor: essencialismo), no sentido de dedicar nosso tempo a poucas atividades edificantes, como uma boa leitura ou audição de um álbum de música ao invés de ficarmos dando scroll numa tela, acessando redes sociais.

E algo bem marcante: a importância da passagem do tempo "no tempo do próprio tempo". Basta lembrar das mudas de plantas que ele rega diariamente e vê crescer, pouco a pouco; as fotos que tira diariamente numa máquina com filme ,tendo de esperar 1 mês (talvez) para fazer a revelação e, só então, selecionar quais ficaram boas e quais serão descartadas (como a velho clichê do escritor que guarda seu texto numa gaveta por uma semana ou um mês antes de revisá-lo novamente, a fim de ter um julgamento mais frio); e claro: o que diz a sua sobrinha "Na próxima vez é na próxima vez; agora é agora". Em suma: cada coisa no seu tempo.

E, falando em tempo: percebemos o quanto este senhor "estoico" perde a compostura ao ter sua rotina alterada por algo do qual não tem culpa e muito menos é responsável. A desordem no trabalho cria uma reação em cadeia que afeta gravemente sua vida pessoal, fazendo perder um "dia perfeito" com suas atividades prazerosas.

Sei que há coisas subentendidas no filme e nem todas compreendi. O personagem tem lá sua parcela de egoísmo (se assim podemos dizer), e revela que, muitas vezes, tudo o que queremos é viver nossa vida em paz, quietos no nosso canto (dá ensejo também, para uma interpretação do dilema do porco-espinho).

Para fechar: reparei que ele não tem nem mesmo TV em casa, muito menos smartphone ou computador. Percebem a maravilha que é deitar e dormir tranquilamente, sem se preocupar com trending topics de Twitter / X, notificações de WhatsApp, notícias com click bait ou gatilhos de alarmismo que nos deixa ansiosos?


#Filmes #Japão #DiasPerfeitos #PerfectDays #Movies #Wim Wenders
April 23, 2024 Review Perfect Days (2023) - Aproveitando o ensejo, após ler as resenhas do @arlon@harpia.red e do @sol2070@mastodon.social (confira aqui https://blog.ayom.media/ideiasdechirico/o-sedutor-misterio-de-dias-perfeitos e aqui https://sol2070.in/2024/09/dias-perfeitos-sociedade-japonesa/ ), compartilho abaixo minhas impressões sobre o filme. O filme traz algo que, a cada dia, se torna mais impraticável; se você mora no Brasil, praticamente impossível, que é: separar sua vida vida profissional da pessoal. E, por mais que você se dedique ao trabalho, ter o tempo e paz suficientes para descansar e fazer suas coisas, sem ter a paranoia de que algo ou alguém irá te interromper. De modo mais concreto: se dedicar ao trabalho com afinco, mas fazendo aquilo que cabe a você e condizente com seu cargo e seu salário (e não ser precarizado). *** Há horário para tudo: o trabalho, o qual faz com esmero mas, terminado este, se desliga totalmente dele: tomando seu banho prolongado, que não só remove germes e bactérias, mas também providencia um estado de relaxamento necessário para sua leitura (quem nunca teve a experiência depois de tomar um banho, relaxar numa leitura diante daquele vento fraco de um ventilador ou brisa vinda da janela? Ou qualquer outro "ritual", como aquele de Duro de Matar I, de contrair os dedinhos sobre um carpete de um quarto de hotel, logo após uma longa viagem de avião?). Temos também o papel do minimalismo (ou melhor: essencialismo), no sentido de dedicar nosso tempo a poucas atividades edificantes, como uma boa leitura ou audição de um álbum de música ao invés de ficarmos dando scroll numa tela, acessando redes sociais. E algo bem marcante: a importância da passagem do tempo "no tempo do próprio tempo". Basta lembrar das mudas de plantas que ele rega diariamente e vê crescer, pouco a pouco; as fotos que tira diariamente numa máquina com filme ,tendo de esperar 1 mês (talvez) para fazer a revelação e, só então, selecionar quais ficaram boas e quais serão descartadas (como a velho clichê do escritor que guarda seu texto numa gaveta por uma semana ou um mês antes de revisá-lo novamente, a fim de ter um julgamento mais frio); e claro: o que diz a sua sobrinha "Na próxima vez é na próxima vez; agora é agora". Em suma: cada coisa no seu tempo. E, falando em tempo: percebemos o quanto este senhor "estoico" perde a compostura ao ter sua rotina alterada por algo do qual não tem culpa e muito menos é responsável. A desordem no trabalho cria uma reação em cadeia que afeta gravemente sua vida pessoal, fazendo perder um "dia perfeito" com suas atividades prazerosas. Sei que há coisas subentendidas no filme e nem todas compreendi. O personagem tem lá sua parcela de egoísmo (se assim podemos dizer), e revela que, muitas vezes, tudo o que queremos é viver nossa vida em paz, quietos no nosso canto (dá ensejo também, para uma interpretação do dilema do porco-espinho). Para fechar: reparei que ele não tem nem mesmo TV em casa, muito menos smartphone ou computador. Percebem a maravilha que é deitar e dormir tranquilamente, sem se preocupar com trending topics de Twitter / X, notificações de WhatsApp, notícias com click bait ou gatilhos de alarmismo que nos deixa ansiosos? !< #Filmes #Japão #DiasPerfeitos #PerfectDays #Movies #Wim Wenders
Look Who's Back (2015) TMDB Douban IMDb NeoDB WikiData
Er ist wieder da
7.2 (5 ratings) director: David Wnendt actor: Oliver Masucci / Fabian Busch
other title: Lui è tornato / Look who's back
When Adolf Hitler reawakens at the site of his former bunker in present-day Berlin, he is mistaken for a comedian and quickly becomes a media phenomenon.
May 30, 2016 Review Resenha de Ele Está de Volta (2015) - Publicado originalmente no Filmow em: 09/04/2016. Qualidade técnica e fotografia muito boas. E tão intrigante quanto o filme é a semelhança do ator Fabian Busch (Sawatzki) com Seth Green! ATENÇÃO! A PARTIR DAQUI, SPOILERS! Filme extremamente provocativo, mas não se conduz apenas pela polêmica da figura de Hitler. Pelo contrário, tem uma ótima fotografia, roteiro e construção narrativa. Achei muito legais as referências e/ou pistas: logo no começo vemos o poster do Marty Mcfly de De Volta para o Futuro no quarto de Sawatzki e, depois o próprio trajado de forma quase idêntica ao personagem interpretado por Michael J. Fox (exceto é claro pelo Adidas no lugar do Nike, hehehe). A cena da reunião em referência ao filme "A Queda" é sensacional, tive a impressão que a reproduziram frame a frame! O filme também traz, ao meu ver, referência ao filme Brazil, de Terry Gilliam (quem assistiu vai entender o porquê). Apesar da piada, pesadíssima, de humor negro que fazem sobre os judeus, que está num contexto, (mas para que esse grupo é bem ofensiva), acredito que não é de forma gratuita e está dentro do contexto proposto, acho que o filme traz várias críticas: Ao entretenimento em geral, em especial à banalização dos programas de culinária Ainda dentro do entretenimento e passando pelo comportamento social, a demissão da presidente da emissora mostra como a sociedade é conivente e até apoia condutas extremamente reprováveis, mas relativiza as coisas (algo como na TV, pode fazer qualquer coisa, mas agredir ou matar um animal, isso é imperdoável). Ou seja: não que os animais não mereçam respeito, mas há uma desumanização para com as pessoas, uma desconsideração da dignidade da pessoa humana. E claro: o auto-retrato da Alemanha. A cena em que um repórter pergunta para Katja Bellini, se não teme que tudo possa acontecer novamente. Ela não responde ao repórter, mas diz ao espectador. Que a Alemanha teve 70 anos para digerir sua história. Estão cansados de ensinar na escola sobre o Terceiro Reich, diz que prefere não subestimar as pessoas... por outro lado, o Hitler do filme deixa claro que ele não forçou ninguém a colocá-lo no poder, as pessoas o elegeram. Isso mostra também que, muitas vezes, queremos apenas alguém para demonizar e depositar toda a culpa. Claro que ele foi o principal símbolo de tudo que aconteceu, mas não fez isso sozinho. Apesar de ver que muitas pessoas que se manifestam no filme tem tendências talvez fascistas, entendo o receio que muitos tem de expressar sua opinião. Por exemplo: criticar a conduta de alguma pessoa e ser tachado de racista somente porque a pessoa é estrangeira ou de outra etnia. Mas o filme mostra também a indignação, por exemplo, daquele homem que diz em voz alta que não consegue entender como alguém vestido daquela forma aparece ali e ninguém faz nada, todo mundo acha normal. Enfim, um filme controverso mas que, com certeza, não deixará indiferente quem assisti-lo. Atualização em 10/06/2024: Oito anos depois, reassisti o filme e seu impacto e tão grande quanto da primeira vez.