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ika ⚧

ika ⚧ @blueseaturtle

38 books  

Anarchist and Libertarian (and then some...) book distro

The Tale of Genji [Book] NeoDB Douban Goodreads
author: Murasaki Shikibu translator: Edward G. Seidensticker Knopf 1978 - 7
The Tale of Genji was written in the eleventh century by Murasaki Shikibu, a lady of the Heian court. It is universally recognized as the greatest masterpiece of Japanese prose narrative, perhaps the earliest true novel in the history of the world. Until now there has been no translation that is both complete and scrupulously faithful to the original text. Edward G. Seidensticker's masterly rendering was first published in two volumes in 1976 and immediately hailed as a classic of the translator's art. It is here presented in one unabridged volume, illustrated throughout by woodcuts taken from a 1650 Japanese edition of The Tale of Genji.
Para uma história da repressão do anarquismo em Portugal no século XIX [Book] NeoDB Goodreads
author: Luís Bigotte Chorão Letra Livre 2015 - 1
O autor, historiador do direito, tem como fio condutor o percurso do ilustre advogado portuense Bernardo Lucas e a sua célebre defesa dos anarquistas acusados no Porto ao abrigo da lei de 13 de Fevereiro de 1896, e que é pela primeira vez estudada entre nós. Esta lei reproduziu em Portugal as políticas repressivas de outros países, que tinham como alvo os anarquistas e o movimento operário e que culminaram numa conferência anti-anarquista em Roma, em 1898.
A brilhante defesa de Bernardo Lucas que levou à absolvição dos militantes anarquistas veio a ser publicada na revista A Ideia, editada no Porto em 1898, sob o título «A Questão Anarchista», que se reproduz em fac-símile.
Anarquismo e Outros Ensaios [Book] NeoDB Goodreads
author: Emma Goldman Letra Livre 2020 - 11
«Porque não dizes como é que as coisas funcionarão sob o anarquismo?», é uma questão com que fui confrontada milhares de vezes. Porque acredito que o anarquismo não pode impor consistentemente um programa ou um método férreo ao futuro. Aquilo contra o qual cada nova geração tem de lutar, e que mais dificuldade tem em superar, são os fardos do passado, que nos retêm como numa rede. O anarquismo, pelo menos como eu o compreendo, deixa a posteridade livre para que esta possa desenvolver os seus próprios sistemas específicos, em harmonia com as suas necessidades.

A nossa imaginação mais fértil não pode antever as potencialidades de uma raça libertada das amarras exteriores. Como é que alguém pode, então, querer traçar uma linha de conduta para os que estão por vir? Nós, que pagamos caro por cada lufada de ar puro e fresco, devemos precaver-nos contra a tendência de acorrentar o futuro. Se conseguirmos limpar o solo do lixo do passado e do presente, deixaremos à posteridade a maior e mais segura herança de sempre.»
Agarra Que É Ladrão! [Book] NeoDB
Stop Thief! Anarchism and Philosophy
author: Catherine Malabou translator: Luís Lima Barco Bêbedo 2025
«[…] A espacialização anarquista, precursora da geografia social e da ecologia, trabalha incansavelmente para uma compreensão política da horizontalidade. Dizer que a geografia e a política preparam o terreno uma para a outra não é brincar com as palavras. Geografia da emancipação contra geografia da dominação: o anarquismo remete a verticalidade para o que esta é, uma lógica da governação, que reduz qualquer diastema a uma subordinação. Mas não há necessidade de subordinar para organizar. “O nosso objectivo político (...)”, diz Reclus, “é a ausência de governo, é a anarquia, a mais alta expressão da ordem”.

Ausência de governo: o problema do sentido a dar a estas palavras é a razão de ser deste livro, que requer, de quem o quiser ler, um novo olhar, liberto das medidas e das tendências hegemónicas.

No entanto, este é, de facto, um livro de filosofia e não de geografia. Nasceu, mais precisamente, da consciência de um atraso da filosofia em relação à geografia. Atraso da filosofia em relação à geografia física e política da horizontalidade, atraso da filosofia em relação ao anarquismo.
Chegou o tempo de compensar esse atraso e de iniciar o confronto explicativo entre filosofia e anarquismo que ainda não teve lugar. […]»
Dissidências e resistências homossexuais no século XX português [Book] NeoDB Goodreads
author: António Fernando Cascais Letra Livre 2024 - 1
Conjunto de textos de investigação em torno das resistências homossexuais no século XX português, com organização de António Fernando Cascais.

«Ora, o apagamento ou a deliberada ignorância da história não é somente percebida como extorsão colectiva pelas comunidades queer, ela rebate-se sobre a negação da biografia individual e como tal é dramaticamente experienciada por cada um, sempre que a homossexualidade ou a transsexualidade são remetidas para longe de aqui e de agora, invariavelmente atribuídas a «gente estranha e remota» que nunca pode ser nossa familiar, o amigo, o vizinho, o colega, o profissional que nos atende, o visitante que recebemos. A presunção da heterossexualidade que assim se torna possível constitui uma forma de violência esmagadora, frequentemente reforçada pela muito comum exortação a que a pessoa queer se comporte como toda a gente, ou seja, que se obrigue a si mesma ao silêncio e à invisibilidade.»
Pela Vida [Book] NeoDB Goodreads
author: Alexandra David-Néel / Júlio Henriques Antígona 1997 - 3
Pela Vida, é o texto inaugural e emblemático, escrito aos vinte e poucos anos, de uma mulher que se exilou da confrangedora atmosfera mental do Ocidente para percorrer a Ásia durante mais de 30 anos, em busca de uma sageza que a Europa já não possui. «Vão sendo raros na Terra os sítios que escapam à banalidade», escreverá a autora em 1919.
Linhas de força: Obedecer é morrer.
Cada instante em que o homem se submete a uma vontade estranha, é um instante que ele na sua própria vida elimina.
A honra, o patriotismo e outras virtudes laicas matam tanta gente como os deuses de outrora.
Historiografia Maliciosa e Crítica da Miséria em Portugal [Book] NeoDB Goodreads
author: Carlos K. Debrito Antígona 1983 - 1
Em instante nenhum da História os grupos ditos de vanguarda serviram a contestação radical, profunda e prática da sociedade, mas simplesmente a usurpação, o aspecto formal e a promoção social tão desejada na sociedade mercantil; e penso que seria tempo de me considerar, juntamente com todos os companheiros de viagem, uma RETAGUARDA REVOLUCIONÁRIA.
A Indústria do Holocausto: Reflexões Sobre a Exploração do Sofrimento dos Judeus [Book] NeoDB Goodreads
author: Norman G. Finkelstein / Ana Barradas Antígona 2024 - 2
Nesta obra iconoclasta e polémica, Norman G. Finkelstein analisa a exploração da memória do holocausto nazi como arma ideológica, ao serviço de interesses políticos e económicos, pelas elites judaicas norte-americanas.

A Indústria do Holocausto (2000) traça a génese de uma imunidade que exime o Estado de Israel - um trunfo estratégico dos EUA depois da Guerra dos Seis Dias - de qualquer censura e lhe permite justificar expedientes ofensivos como legítima defesa.

Este ensaio essencial sobre a instrumentalização e monopolização de uma tragédia - eclipsando outras vítimas do genocídio nazi - denuncia ainda a perturbadora questão do aproveitamento das compensações financeiras devidas aos sobreviventes.
História Elementar das Drogas [Book] Goodreads NeoDB
author: Antonio Escohotado / José Colaço Barreiros Antígona 2004 - 1
Antonio Escohotado Epinosa (Madrid, 1941) exerce funções de professor de filosofia e metodologia da ciência na Universidade Nacional de Ensino à Distância, em Espanha, sendo amplamente reconhecido enquanto investigador, cuja área de estudo recai com especial incidência nos chamados «paraísos artificiais». Tal como H. E. Jacob escreveu a história da fome e do desejo humanos através do pão, também Escohotado narra no presente volume – uma espécie de resumo da sua Historia general de las drogas, o maior tratado sobre o tema – o percurso da humanidade a partir das drogas, naturais ou sintéticas. Escohotado possui a virtude da aurora: ilumina recantos escuros onde um punhado de ditadores ambiciona manter subjugada a maior parte de nós, crentes nas imagens emitidas por um qualquer Grande Irmão e pouco dispostos a esguardar conjunturas e circunstâncias (diria Ortega y Gasset). Para além das inevitáveis polémicas em torno deste professor – seja porque o proibicionismo político-social e os seus perigos assim o ditam, ou pela insistência no próprio gesto provocatório, tantas vezes credo da vaidade –, há que ressalvar tal virtude, especialmente quando a noite nos fecha as «portas da percepção». Escohotado afronta o medo, percorrendo-o desde a mais remota aplicação das drogas até à sociedade do consumo e do espectáculo, que exige um cada vez maior número de substâncias criadas em laboratório, alimentando a teoria dos sucedâneos avançada ainda no século XIX por William Morris. E vários são os nomes citados, incluindo alguns grandes da constelação canónica, como Coleridge, Baudelaire, Rimbaud ou Aldous Huxley, todos na tentativa de injuriar terrores ou esporear talentos misturando arte e droga. C.S.P.
Discurso sobre o Colonialismo [Book] Open Library Goodreads
Discours sur le colonialisme
author: Aimé Césaire Veneta 2020 - 8
Racismo, fascismo, colonialismo e Aimé Césaire, o criador da palavra negritude

Este livro é uma declaração de guerra. Guerra ao racismo, ao colonialismo e à pomposa hipocrisia de intelectuais e políticos a serviço do capitalismo. Escrito por um pensador político que foi ao mesmo tempo um dos maiores poetas da língua francesa no século XX, Discurso Sobre Colonialismo é um monumento de elegância, ironia e fúria em forma de texto.

Lançado originalmente em 1950, na França, a influência deste pequeno livro é imensa. Tornou-se a bíblia de todos os militantes anticolonialistas em luta contra a dominação europeia, inspirou os líderes do movimento pan-africano e também os Panteras Negras, é citado (várias e várias vezes) por Frantz Fanon e citado também por Raoul Vaneigem, em seu A Arte de Viver para as Novas Geração, o best seller situacionista do Maio de 68 francês. Talvez até mais atual hoje do que quando foi lançado, este livro demonstra que o fascismo é filho do colonialismo. Que o racismo é ferramenta fundamental da exploração capitalista. Que Hitler vive em cada burguês.

No Brasil de hoje, ajuda a entender que a mais recente emersão do fascismo, com toda sua brutalidade, ignorância e racismo, é menos uma reação a avanços nas questões sociais, que resultado da brutalidade, ignorância e racismo serem as armas básicas do capitalismo em sua luta de sempre para preservar a infame desigualdade social brasileira.

Uma obra fundamental, urgente para nossos tempos, numa edição ilustrada por Marcelo D’Salete e traduzida por Claudio Willer. Com notas explicativas e uma cronologia da vida, obra e combates de Aimé Césaire.
Discurso sobre a servidão voluntária [Book] Google Books NeoDB
author: Étienne de la Boétie Edipro 2020 - 2
"Bem-vindo à aventura fascinante de enfrentar o fantasma da liberdade. O livro diante de você dialoga com este sonho e é um marco no pensamento ocidental. Aproveite e reflita. Para Étienne, só existe uma prisão possível: aquela que você mesmo construiu e cuja porta, por estranho deleite, você fechou. Saiba sempre que toda servidão é voluntária. Sua liberdade é sua, e você pode entregá-la a qualquer um que desejar. Os tiranos agradecem."
— Leandro Karnal, em prefácio para esta edição.

Marco do pensamento humanista, este pequeno tratado foi escrito em 1549, quando Étienne de la Boétie contava apenas 18 anos. O texto defende que é possível resistir à opressão de forma pacífica no momento em que o povo decide não mais se sujeitar à tirania. O autor antecipa em séculos fundamentos teóricos que estarão presentes em, por exemplo, Desobediência civil, de Henry David Thoreau, na luta de Gandhi pela independência da Índia, no movimento antissegregação de Luther King nos Estados Unidos e também nas manifestações populares contra ditaduras ao redor do mundo. A presente edição traz, ainda, introdução do editor Paul Bonnefon, um dos desbravadores da obra de La Boétie e responsável pela edição francesa de 1922, que serviu de base para esta tradução. Além disso, o prefácio, escrito pelo historiador e professor da Unicamp Leandro Karnal, situa o tratado em seu contexto de origem e ao mesmo tempo em relação ao momento político atual. Leitura obrigatória para os dias de hoje, em que todo cuidado é pouco e todo esclarecimento histórico se faz fundamental.
O 1º. de Maio em Portugal 1890-1990 [Book] Open Library NeoDB Goodreads
author: Carlos da Fonseca Antígona 1990
"Sobrevivendo às divisões e rivalidades das antigas vanguardas operárias, resistindo depois às pressões altamente mortíferas do salazarismo, o "Dia da Classe Operária" chegou aos nossos dias para conhecer, enfim, a apoteose no 1º. de Maio de 1974. Desta jornada memorável em diante parece, ter-se iniciado, também entre nós, a sua irremediável decadência. Com a institucionalização (feriado nacional), a legalização das 8 horas de trabalho, a deslocação da classe operária para os países do Terceiro Mundo e as rivalidades politico-sindicais que em 1975 deram ao público um espectáculo desolador, parece vislumbrar-se o fim próximo de uma tradição. A menos que se trate do despontar de uma nova era..."
Maria da Fonte [Book] Open Library NeoDB Goodreads
author: Camilo Castelo Branco Frenesi 2001 - 10
«Foi a Maria da Fonte a personificação fantástica de uma coletividade de amazonas de tamancos, ou realmente existiu, em corpo e foice roçadoura, uma virago revolucionária com aquele nome e apelido? É o que mais vamos esmiuçar.»

Conforme 1ª edição de 1885.
Created date: Oct. 1, 2025