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Book

Anatomia da revolta
Michele Garau translator: Andityas Matos publishing house: sobinfluencia / Luciole 2024
Ser "de esquerda" é muito mais do que uma afiliação partidária ou certa vaga simpatia pelo que se chama, de maneira meio ridícula, de "setor progressista". Pertencer ao campo politico da esquerda radical trata-se de uma experiência muito mais potente, uma forma-de-vida que, sendo comum e mutante, transmuta a si e ao tempo, abrindo-se para o perigo de uma existência sem fundamentos e destituinte. É assim que Garau demonstra nos ensaios contidos em Anatomia da revolta, nos quais o autor debate com grandes nomes da filosofia sem qualquer servilismo – Marx, Benjamin, Blanchot, Agamben, Comitê Invisível, etc —, traçando uma rigorosa contra-história das experiências revolucionárias de ontem para apontar a necessidade de superá-las. Por mais importantes que tenham sido, essas experiências não devem ser encaradas como planos objetivos a serem repetidos. Anatomia da revolta nos apresenta um rico afresco em que compreendemos que só é possível viver um tempo da revolução quando se revoluciona o tempo e, experimentando-o em nós mesmos, nos abrimos não para o evento grandiloquente e canônico que se espera de forma quase religiosa, e sim para múltiplas, descontínuas e vitais revoltas. – Andityas Matos

começou a ler Anatomia da revolta

nimu
@plushiedata@eggplant.place
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quaisquer pronomes / any pronouns

i usually post in portuguese mas às vezes posto em inglês tb

"the idea of innocence faces two ways. by refusing to enter a conspiracy, one remains innocent of that conspiracy. but to remain innocent may also be to remain ignorant. the issue is not between innocence and knowledge (or between the natural and the cultural) but between a total approach to art which attempts to relate it to every aspect of experience and the esoteric approach of a few specialized experts who are the clerks of the nostalgia of a ruling class in decline. [...] the real question is: to whom does the meaning of the art of the past properly belong? to those who can apply it to their own lives, or to a cultural hierarchy of relic specialists?"
(john berger)



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