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3mo nimu
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Book

A terra dá, a terra quer
Goodreads
Antônio Bispo dos Santos publishing house: PISEAGRAMA / Ubu 2023 - 5
Contracolonização é o conceito-chave desta obra de Antônio Bispo, que contrapõe de forma desconcertante o modo de vida quilombola ao da sociedade colonialista. Com uma linguagem própria, de palavras "germinantes", o autor oferece um olhar urgente e provocador sobre os modos de viver, habitar e se relacionar com os demais viventes e com a terra. A partir da Caatinga brasileira, mais especificamente do Quilombo Saco Curtume, no Piauí, Bispo denuncia a cosmofobia – o medo do cosmos que funda o mundo urbano eurocristão monoteísta – e empreende uma guerra das denominações, enfraquecendo as palavras dos colonizadores. Desafiando o debate decolonial, compreendido por ele como a depressão do colonialismo, propõe a contracolonização, um modo de vida ainda não nomeado e que precede a própria colonização. Não se trata de um pensamento binário, mas de um pensamento fronteiriço e "afro-pindorâmico" para compreender o mundo de forma "diversal", integrado por uma variedade de ecossistemas, idiomas, espécies e reinos. A terra dá, a terra quer registra de modo inédito muitos dos saberes transmitidos pela oralidade por esse "lavrador de palavras" acerca do agronegócio, das cidades, das favelas, dos condomínios fechados e da arquitetura. Transitando por muitos mundos, Bispo semeia potentes traduções de questões cruciais para o nosso tempo como ecologia, clima, energia, trabalho, cultivo e alimentação. Diante da mercantilização da vida e dos saberes, este livro compartilha a força ancestral da circularidade começo, meio e começo.

acabou de ler A terra dá, a terra quer 🌕🌕🌕🌕🌗

nimu
@plushiedata@eggplant.place
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quaisquer pronomes / any pronouns

i usually post in portuguese mas às vezes posto em inglês tb

"the idea of innocence faces two ways. by refusing to enter a conspiracy, one remains innocent of that conspiracy. but to remain innocent may also be to remain ignorant. the issue is not between innocence and knowledge (or between the natural and the cultural) but between a total approach to art which attempts to relate it to every aspect of experience and the esoteric approach of a few specialized experts who are the clerks of the nostalgia of a ruling class in decline. [...] the real question is: to whom does the meaning of the art of the past properly belong? to those who can apply it to their own lives, or to a cultural hierarchy of relic specialists?"
(john berger)



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