acabou de ler Festa e guerra 🌕🌕🌕🌕🌑
talvez a experiência n tenha sido tão impactante pra mim qnt poderia ter sido pq calhou de eu estar lendo "o despertar de tudo" (de david graeber e david wengrow) ao msm tempo q lia esse, e ele já traz algumas dessas formas políticas q são apontadas em "festa e guerra". porém isso não tira o mérito das ideias colocadas aqui, q são mt importantes e n são expostas o suficiente (e q tb, é claro, foram aprofundadas em alguns pontos aqui). gostei especialmente da tradução do chefe indígena como um "anfitrião" e da discussão sobre a importância do lúdico e das festas na política nativa. por outro lado, as matrizes relacionais "festa" e "guerra" foram às vezes usadas muito repetitivamente, em especial lá pelo meio do livro, e tb de uma forma q acabou achatando demais a realidade em alguns momentos — coisa q era até a expressa intenção da autora evitar fazer.
author:
Beatriz Perrone-Moisés
publishing house:
Elefante
2025
- 4
A partir da definição de “política” como “arte de operar coletivos”, Beatriz Perrone-Moisés propõe neste ensaio que “festa” e “guerra” são o par conceitual fundamental da filosofia política dos povos nativos da América. O primeiro termo abarca movimentos de conjunção; o segundo, de oposição. Mas o sentido de ambos e suas relações se afastam bastante do que poderíamos supor a partir da tradição ocidental. Exemplos de norte a sul do continente, registrados desde o início da invasão europeia e vivos no século XXI, apresentam uma ética relacional nativa radicalmente diferente da nossa, operando numa rede que interliga todos os seres do mundo, da qual os humanos são mera parte.