<p>finished reading <a href="https://eggplant.place/search?r=1&q=https://eggplant.place/book/123PjOLWfl0zctldBp0tv8" rel="nofollow">Demian</a> 🌕🌕🌕🌕🌕 <br>O romance de formação que mais gosto, Demian, tem um protagonista que escapa completamente do papel de heroi. Mas exatamente por isso amo essa história que se passa mais da metade no universo interior. <br><a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a><br></p>
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<p>Com perdão do imenso atrasado, a lista do dia 23/10 da <a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a> tá atualizada: <a href="https://aromatic-sloop-66a.notion.site/Livros-com-tem-tica-de-comida-23-10-24-134315a205418063b633df987499883c?pvs=74" rel="nofollow" class="ellipsis" title="aromatic-sloop-66a.notion.site/Livros-com-tem-tica-de-comida-23-10-24-134315a205418063b633df987499883c?pvs=74"><span class="invisible">https://</span><span class="ellipsis">aromatic-sloop-66a.notion.site</span><span class="invisible">/Livros-com-tem-tica-de-comida-23-10-24-134315a205418063b633df987499883c?pvs=74</span></a></p><p>No tema "Livros com temática de comida", tivemos um banquete de opções diversas.</p><p>(desculpem a metáfora pobre, enfim, tá atualizada <img src="https://eggplant.place/media/emoji/panelinha.club/blobcatfearful.png" class="emoji" alt=":blobcatfearful:" title=":blobcatfearful:"> )</p><p>* se deixei passar algo, pode mandar que atualizo</p>
<p>A lista de "Romances de Formação" (20/11) do <a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a> está entre nós: <a href="https://aromatic-sloop-66a.notion.site/Romance-de-forma-o-20-11-24-150315a2054180978315ec34265d1f7c?pvs=74" rel="nofollow" class="ellipsis" title="aromatic-sloop-66a.notion.site/Romance-de-forma-o-20-11-24-150315a2054180978315ec34265d1f7c?pvs=74"><span class="invisible">https://</span><span class="ellipsis">aromatic-sloop-66a.notion.site</span><span class="invisible">/Romance-de-forma-o-20-11-24-150315a2054180978315ec34265d1f7c?pvs=74</span></a></p><p>Se deixei passar algo, só avisar que atualizo.</p><p>É possível acessar todas as listas diretamente no link: <a href="https://quartacapa.euqueroisso.com/" rel="nofollow"><span class="invisible">https://</span>quartacapa.euqueroisso.com/</a></p>
<p>Olá, camaradas de leituras! Prontos para mais um <a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a>? talvez não, porque o tema sorteado da semana é:</p><p>"ficção nacional contemporânea que você indica", recomendado por <span class="h-card"><a href="https://mastodon.world/@hendersonbariani" class="u-url mention" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">@<span>hendersonbariani</span></a></span> então a semana é para os mais antenados.</p><p>Imagino que muita gente vai se perguntar "mas o que é contemporâneo?", e como o autor da sugestão não indicou, vou sugerir o recorte: "livros laçados depois de 2000".</p><p>Como sempre, agradecemos à <span class="h-card"><a href="https://panelinha.club/@kiff" class="u-url mention" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">@<span>kiff</span></a></span> pela compilação de sugestões em <a href="https://quartacapa.euqueroisso.com/" rel="nofollow"><span class="invisible">https://</span>quartacapa.euqueroisso.com/</a> e <span class="h-card"><a href="https://social.br-linux.org/@TagsBR" class="u-url mention" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">@<span>TagsBR</span></a></span> pelo apoio na divulgação.</p>
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<p>finished reading <a href="https://eggplant.place/search?r=1&q=https://eggplant.place/book/5uhVaDkJZ0f0wsm0Bn229e" rel="nofollow">A Peste</a> 🌕🌕🌕🌕🌗 <br>Esse livro fez a pandemia de COVID ser um enorme déjà-vu, principalmente o modo como encarar a gravidade da situação era mais difícil que fingir que estava tudo bem e continuar tudo como estava, então, que livro melhor para inicar a <a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a> que A Peste?</p><p>A prefeitura, por intermédio de Richard, pediu a Rieux um relatório destinado à capital da colônia, para solicitar ordens. Rieux fez uma descrição clínica e colocou números. No mesmo dia, contaram-se cerca de quarenta mortos. O prefeito assumiu a responsabilidade, como ele dizia, de intensificar a partir do dia seguinte as medidas prescritas. A notificação compulsória e o isolamento foram mantidos. As casas dos doentes deviam ser fechadas e desinfetadas, os que os rodeavam, submetidos a uma quarentena de segurança, os enterros, organizados pela cidade nas condições que veremos a seguir. Um dia depois, o soro chegava por avião. Era suficiente para os casos em tratamento. Era insuficiente se a epidemia viesse a se alastrar. Responderam ao telegrama de Rieux que o estoque de reserva estava esgotado e que estava sendo iniciada nova produção.<br>Durante esse tempo, de todos os subúrbios, a primavera chegava aos mercados. Milhares de rosas murchavam nas cestas dos vendedores, ao longo das calçadas, e seu perfume adocicado flutuava por toda a cidade. Aparentemente, nada mudara. Os bondes continuavam sempre cheios nas horas de afluência, vazios e sujos o resto do dia. Tarrou observava o velhinho, e este escarrava nos gatos. Grand se recolhia em casa todas as noites para seu misterioso trabalho. Cottard vagueava sem destino e o Sr. Othon, o juiz de instrução, continuava a passear com seus animais. O velho asmático despejava os grãos-de-bico de um recipiente para o outro, e, por vezes, encontrava-se o jornalista Rambert com um ar tranquilo e interessado. À noite, a mesma multidão enchia as ruas e as filas estendiam-se diante dos cinemas. Aliás, a epidemia pareceu recuar, e durante alguns dias contou-se apenas uma dezena de mortos. Depois, de repente, subiu de modo vertiginoso. No dia em que o número dos mortos atingiu de novo trinta, Bernard Rieux olhava o telegrama oficial que o prefeito lhe estendera, exclamando: “Estão com medo!” O telegrama dizia: “Declarem estado de peste. Fechem a cidade”.<br></p>
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<p>Olá <span class="h-card"><a href="https://social.subversida.de/@cochise" class="u-url mention" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">@<span>cochise</span></a></span> / <span class="h-card"><a href="https://bibliodiversidade.club/@quartacapa" class="u-url mention" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">@<span>quartacapa</span></a></span> </p><p>Desculpe o incômodo, mas queria saber o que aconteceu com a <a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a>. Será que foi uma questão de temas esgotados, falta de engajamento da comunidade ou algum imprevisto pessoal?</p><p>Se precisar de ajuda com qualquer coisa, conte comigo! Fico à disposição para colaborar no que for possível. Não gostaria que tag morresse.</p>
<p>finished reading <a href="https://eggplant.place/search?r=1&q=https://eggplant.place/book/2MlI88yqUh24Be7LziiW3g" rel="nofollow">Os arquétipos e o inconsciente coletivo Vol. 9/1</a> 🌕🌕🌕🌕🌑 <br>Nessa <a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a> sobre livros que fazem a gente mudar a opinião sobre nosso gênero, esse livro que li na adolescência é inescapável.<br>A base do pensamento junguinano é que todos nós temos todas as coisas do mundo dentro da nossa cabeça desde o nascimento, mas desenvolvemos só algumas delas à medida que vamos crescendo, e que a maior parte dos problemas mentais vem desse desequilíbrio, desse desenvolvimento incompleto e parcial. E o gênero está incluído nisso. A maioria dos homens adoece por não desenvolver seu lado feminino, ou *anima*, enquanto as mulheres adoecem por não desenvolver seu lado masculino, ou *animus*.<br>Vendo o texto hoje para recomendar, fica claro que Jung tem um pensamento bastante binária, e encara as características de gênero (emoção feminina e racionalidade masculina) como naturais e não arbitrárias. Apesar disso, é um livro que me fez entender que os papéis de gênero muito estreitos são patológicos, porque se baseiam na supressão e atrofia de características que são importantes para sermos completos e saudáveis. E que uma sociedade e educação saudáveis deveria avançar para a abolição dos papéis de gênero (papéis, não expressão).</p><p>(É meio ridículo que a maior parte dos junguianos popstar de hoje em dia falem mais em se identificar com os arquétipos dominantes (o próprio gênero de identificação) que em integrar os arquétipos pouco desenvolvidos, (o gênero oposto) o que é o exato oposto do que Jung recomenda.<br></p>
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<p>finished reading <a href="https://eggplant.place/search?r=1&q=https://eggplant.place/book/4g2240MWjuTKA2VYyxT8B4" rel="nofollow">Melancholia メランコリア 上</a> 🌕🌕🌕🌕🌑 <br>Do mesmo autor de Voynich Hotel, Melancholia é uma coletânea de contos/mangás curtos levemente correlacionados, com uma mistura estranha de violência, fofice, sexo e depressão.<br>Você encontra traduzido nos melhores sites piratas, mas se quiser comprar, vai ter que ser em japonês. <br><a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a><br></p>
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<p>finished reading <a href="https://eggplant.place/search?r=1&q=https://eggplant.place/book/1Men3fqvjkQ7usOy70j3yM" rel="nofollow">Nunca subestime uma mulherzinha</a> 🌕🌕🌕🌑🌑 <br>O motivo para todo mundo ler esse livro é o fato da autora ser vocalista do Pato Fu, mas isso não importa, porque o livro é bom, muito bom. A partir de um ponto de vista muito individual, as crônicas falam do dia a dia, do encantamento, mas esse dia a dia é atravessado por questões sociais maiores que a individualidade, o encantamento colabora na construção dum mundo mais bonito.<br>É um desses livros que ajuda a gente a recuperar a fé na vida, então mais que recomendado nessa <a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a><br></p>
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<p>finished reading <a href="https://eggplant.place/search?r=1&q=https://eggplant.place/book/6GAj3A6JMdbtt7kZCSfmz4" rel="nofollow">Risíveis amores</a> 🌕🌕🌕🌑🌑 <br>Não consigo deixar de recomendar Kundera, porque pouca gente consegue captar a tragédia da condição humana como ele. Risíveis Amores mostra nosso ridículo, absurdo, com uma habilidade ímpar, através de relacionamentos carregados de ridículo, fracasso, eutoengano e algo humano, demasiado humano.<br><a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a><br></p>
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<p>finished reading <a href="https://eggplant.place/search?r=1&q=https://eggplant.place/book/4cScocUtC7S0CFBSNBWWu9" rel="nofollow">Inventário do ir-remediável</a> 🌕🌕🌕🌕🌕 <br>Li esse livro na oitava série. Reli anos depois. Foi uma bomba para o jovem que estava acostumado com uma escrita sem muitos recursos estéticos. Os fluxos de pensamento de páginas sem pontuação, as histórias absurdas, como o trágico caso de amor de um bebê e um gato, os fetiches sociais em torno das côdeas de pão. São contos que desafiam o leitor em vários sentidos, todos eles bons, apesar de muitos deles ruins. Mais que recomendado. E, por favor, continuem colocando o livro na seção infanto-juvenil e desencaminhando a juventude. <br><a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a><br></p>
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<p>finished reading <a href="https://eggplant.place/search?r=1&q=https://eggplant.place/book/5v817BS3dgpwW8BDJ6JDyC" rel="nofollow">Crime e Castigo</a> 🌕🌕🌕🌕🌕 <br>Raskolnikov está doente. Sua doença é física, mas também mental. Sua doença o acompanha a cada página angustiante desse livro. Crime e Castigo é sobre uma doença social que se manifesta de modos diferentes em vários personagens, inclusive alguns que parecem saudáveis. Dostoiévski, claro, defende que a cura para essa doença é espiritual. Está na igreja ortodoxa e na vida simples dos que tem fé.<br>A história viria a mostrar que a escolha da Rússia seria pela revolução, renegando a proposta do autor.<br>O livro é genial, mesmo não sendo contemplado pelo final, merece cinco estrelas e ser recomendado nesta <a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a><br></p>
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<p>Então, camaradas de leitura. Voltando para mais um <a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a> como se nada tivesse acontecido, porque a vida acontece, o tema dessa semana é muito adequado ao dia de hoje, o Twin Peaks Day, </p><p>Sobrenatural, sugerido por <span class="h-card"><a href="https://bolha.one/@malcontato" class="u-url mention" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">@<span>malcontato</span></a></span></p><p>Como sempre, sugira seu tema respondendo esse anúncio, confira o livros sugeridos em edições anteriores em <a href="https://quartacapa.euqueroisso.com/" rel="nofollow"><span class="invisible">https://</span>quartacapa.euqueroisso.com/</a> e nosso muito obrigado para <span class="h-card"><a href="https://panelinha.club/@kiff" class="u-url mention" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">@<span>kiff</span></a></span> que compila a lista e <span class="h-card"><a href="https://social.br-linux.org/@TagsBR" class="u-url mention" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">@<span>TagsBR</span></a></span> que ajuda a divulgar a tag.</p>
<p>wants to read <a href="https://eggplant.place/search?r=1&q=https://eggplant.place/book/5JRvqMj62cqny1J1lBVg28" rel="nofollow">O Vilarejo</a> <br><a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#Quartacapa</a> 26/02/2025: Sobrenatural<br></p>
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<p>Para o <a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a> de hoje, sobre livros acadêmicos, vou deixar um livro que foi essencial para minha tese de conclusão de curso:</p><p>Sub-humanos: o capitalismo e a metamorfose da escravidão. de Tiago Muniz Cavalcanti.</p><p>Vou deixar a sinopse, um debate de lançamento do livro com o autor.<br><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rvdkH-P3IW0" rel="nofollow">youtube.com/watch?v=rvdkH-P3IW…</a><br>E este podcast pra que possam conhecer essa obra sensacional<br><a href="https://open.spotify.com/episode/1E1Q8xpivN4z1AOeVGxLa1?si=dnCS7ZPVToyulg6Mr4_HtA" rel="nofollow">open.spotify.com/episode/1E1Q8…</a></p><p>Sinopse: "Escravidão, servidão e outras formas de trabalho compulsório são parte da história de sociedades antigas e pré-modernas. Mas como explicar a permanência desse tipo de opressão e violência na contemporaneidade? Nesta obra, o procurador do trabalho Tiago Cavalcanti faz uma impactante reflexão sobre as várias faces da exploração do trabalho em diferentes conformações sociais, com destaque para a sociedade capitalista atual. Indo além da análise jurídica, o livro propõe um olhar crítico à trajetória histórica do trabalho humano e busca alternativas que possibilitem uma vida digna e realmente livre para todos.</p><p>Na primeira das três seções que compõem a obra, Cavalcanti examina a ausência de liberdade e a negação da humanidade nas sociedades pré-capitalistas. A segunda seção se dedica à análise da exploração do trabalho nas sociedades contemporâneas. Aqui, o autor empreende uma classificação da classe trabalhadora em duas categorias, os semilivres e os sub-humanos, de acordo com os níveis de liberdade e humanidade presentes nas relações de trabalho atuais, investigando as metamorfoses que conferiram um novo feitio social às escravidões de outrora.</p><p>Na terceira seção, a reflexão aponta para o futuro. Sem a pretensão de propor soluções fechadas e milagrosas, a obra abre uma janela para a criação de um amanhã de liberdade e humanidade e a garantia de uma existência digna para a toda a comunidade global."</p><p>O livro é a tese de doutorado de<br>Tiago Muniz Cavalcanti em direito pela Universidade Federal de Pernambuco. O autor tem período de pesquisa no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, e mestre em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É membro da Academia Pernambucana de Direito do Trabalho e especialista em direito e processo do trabalho. É procurador do Ministério Público do Trabalho e foi chefe da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete-MPT).<br><span class="h-card"><a href="https://ursal.zone/@austra_lopiteco" class="u-url mention" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">@<span>austra_lopiteco</span></a></span></p>
<p>finished reading <a href="https://eggplant.place/search?r=1&q=https://eggplant.place/book/01297pUoPWTF4uuUkUICMj" rel="nofollow">A Condição Humana</a> 🌕🌕🌕🌕🌕 <br>Como explicar odiarmos nosso trabalho, mas dedicarmos uma quantidade enorme de energia a criar software livre, escrever, fazer amigurumi e outras tantas atividades? Como conciliar a ideia de alienação do trabalho do Marx com a nossa observação da realidade social? <br>Logo no início desse livro, Arendt traz algumas chaves para isso, na divisão da atividade humana em labor, trabalho e ação. Essa é outra elaboração que faz você ver o mundo de outra forma, e transforma profundamente sua atitude. (e faz querer bater em todo mundo que insiste em negar que o trabalho é uma tortura nas discussões políticas).<br><a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a><br></p>
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<p>finished reading <a href="https://eggplant.place/search?r=1&q=https://eggplant.place/book/262QE2hStmphGkM49Ja1nL" rel="nofollow">O Espírito das Luzes</a> 🌕🌕🌕🌕🌗 <br>Ensaio curtinho do Todorov, que consegue reelaborar de um modo interessante a contradição entre o iluminismo ser ao mesmo tempo o pilar central de nossa cultura e sociedade e um risco absurdo, como as críticas de Adorno mostram. Todorov chega na solução poética de que é preciso buscar o espírito das luzes, mas não a luz em si. O iluminismo enquanto norma ou sistema para organizar a sociedade cai nos excessos da racionalização insensível, mas enquanto conjunto de valores cujo espírito norteia normas e sistemas, pode nos levar ao mundo que sonhamos.<br><a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a><br></p>
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<p>finished reading <a href="https://eggplant.place/search?r=1&q=https://eggplant.place/book/7EWl9Wjp1idzluglNdHVzS" rel="nofollow">O Ser e o Nada</a> 🌕🌕🌕🌕🌕 <br>Meio que uma trapaça estar indicando esse livro na <a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a>, porque não o li inteiro. Mas ele tem uma divisão boa, que facilita essa apropriação, com uma separação por temas bem feita. E mesmo sendo um calhamaço, e sendo um pouco difícil com o tanto de "ser em si" e "ser para si" no texto, ele tem uma abordagem muito mais concreta que a maioria dos filósofos.<br>E absolutamente fascinante começar a pensar o mundo nos termos existencialistas. <br></p>
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<p>finished reading <a href="https://eggplant.place/search?r=1&q=https://eggplant.place/book/5XVRpBMgX9zVXUJJYYzWf5" rel="nofollow">Afromarxismo: Fragmentos de uma teoria literária prática</a> 🌕🌕🌕🌕🌗 <br>Luiz Maurício é um cara que devia ser MUITO, mas MUITO mais conhecido. Não só como escritor, crítico literário, ativista, mas também como acadêmico capaz de elaborar as nossas angústias muito bem, então aproveito para indicar nessa <a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a>.<br>E o que Afromarxismo faz. As dinâmicas assimilacionistas do mercado sobre o movimento político, a incapacidade do marxismo acadêmico de apresentar soluções para pessoas que dependem de soluções para estar vivas semana que vem, que vão ser cooptadas pelas ideologias assimilacionistas do mercado, porque elas ao menos oferecem um meio de estar vivo semana que vem. <br>Pedrada muito boa.<br></p>
Edited 1y ago
<p>Nossa primeira indicação na <a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#quartacapa</a> é tb o nosso primeiro livro, o “Deslocar-se por outras histórias: mulheres e a fronteira Brasil-Paraguai”, fruto da pesquisa do historiador Losandro Tedeschi (UFGD). A obra propõe, a partir de entrevistas e relatos de camponesas migrantes na fronteira entre Brasil e Paraguai, reflexões sobre a construção da noção de História e sobre como esses relatos são fundamentais para descolonizar os saberes</p>
<p>finished reading <a href="https://eggplant.place/search?r=1&q=https://eggplant.place/book/2FNNPffKdU738P57rIKZ16" rel="nofollow">Mito da Felicidade, O: Por Que o Que Achamos Que e Certo e Errado</a> 🌕🌕🌕🌕🌕 <br>E quase trapaça indicar O Mito da Felicidade na <a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a> de livros acadêmicos, porque apesar de ser um livro de história, escrito por uma historiadora, com pesquisa séria e debates historiográficos interessantes, ele se apresenta como um livro de "filosofia do bem-viver", ou seja, uma auto-ajuda chique.<br>O objetivo é fazer um apanhado sobre como diferentes contextos lidam com temas centrais para a nossa vida cotidiana, para que a experiência de alteridade de conhecer essas outras abordagens nos permita olhar para a nossa própria abordagem com olhos novos, menos viciados pela rotina, menos naturalizados. Provavelmente esse livro é a melhor resposta para a pergunta "para que serve a História?" que eu vou encontrar na vida.<br>(Os temas que ela considera centrais para a felicidade são sabedoria, drogas, dinheiro, corpo e celebração)<br></p>
Edited 1y ago
<p>finished reading <a href="https://eggplant.place/search?r=1&q=https://eggplant.place/book/4iNMFCLbYIVatbxFyNOZrz" rel="nofollow">Work on Myth</a> 🌕🌕🌕🌕🌕 <br>Blumenberg é foda. Mais do que você imagina. E um tanto quanto desconhecido também.<br>O centro desse livro é a ideia de que o mito não é uma historinha de povos primitivos para explicar as coisas porque eles não tinham ciência, mas uma forma de conhecimento, que tem sua própria epistemologia, que se funda em uma espécie de pensamento automático. O mito não responde perguntas, ele impede a sua formulação. Ele forma verdades autoevidentes, seguranças que nos tiram a necessidade de questionar a realidade.<br>E um calhamaço que muda o seu modo de estar no mundo e entender a cultura humana, porque você começa a ver esse mito do Blumenberg em todos os lugares, inclusive na ciência. Algum dia eu preciso mesmo escrever sobre implicações políticas disso. <br><a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a> <br></p>
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<p>O tema da <a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a> de hoje é ficção científica com crítica social foda.<br>Claramente o pessoal da tag tem um conceito muito estranho de ficção científica, mas deixa estar ahhahah<br>Eu vou recomendar Encarcerados do John Scalzi.<br>Uma visão de um futuro onde são abordados temas como transumanismo, tratamento que dispensamos à pessoas com deficiência, capacitismo e também como os USA tratam os povos originários.<br>Esse livro é EXCELENTE, um thriller policial muito foda, sem deixar de lado as críticas sociais.</p>
<p>Brasil, 19 de Maio de 2025.<br>Caro leitor.</p><p>Deixe-me começar agradecendo sinceramente a <span class="h-card"><a href="https://burnthis.town/@bfelix" class="u-url mention" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">@<span>bfelix</span></a></span> pelo tema da <a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a> desta semana, que será: ‘Livros que trazem cartas, reais ou ficcionais’ — pedido desde o início de nossa corrente. Isto inclui romances epistolares, coletâneas, diários e quaisquer obras que incluam cartas ou afins. Aguardo ansiosamente suas recomendações.</p><p>Por fim, peço-lhes sempre novos temas para nossos encontros quinzenais.</p><p>Uma vez mais, agradecimentos e saudações.<br>Q. Capa.</p>
<p>📚 Esta semana tem <a href="/tags/quartacapa/" rel="tag">#QuartaCapa</a> com a pauta “‘Livros que trazem cartas, reais ou ficcionais’ — inclui romances epistolares, coletâneas, diários e quaisquer obras que incluam cartas ou afins.”, que foi sugestão de <span class="h-card"><a href="https://burnthis.town/@bfelix" class="u-url mention" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">@<span>bfelix</span></a></span>. </p><p>Não deixe de ler o anúncio postado pelo livreiro <span class="h-card"><a href="https://social.subversida.de/@cochise" class="u-url mention" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">@<span>cochise</span></a></span>: <a href="https://bibliodiversidade.club/@quartacapa/114535091624414405" rel="nofollow" class="ellipsis" title="bibliodiversidade.club/@quartacapa/114535091624414405"><span class="invisible">https://</span><span class="ellipsis">bibliodiversidade.club/@quarta</span><span class="invisible">capa/114535091624414405</span></a></p>