acabo de voltar da
#caminhada em torno do parque e da praça. o parque ainda estava fechado por causa das chuvas. no último trecho (depois do último relógio de rua), começou um chuvisquinho. até arrisquei uns trotinhos, mas estou longe de conseguir ganhar tempo assim. felizmente a chuva não apertou e terminei molhado só de suor
no comecinho da volta, uma goiabeira simpática me ofereceu uma goiaba. eu ia passando por ela, eu fora da grade do parque, ela dentro, numa parte alta e pouco acessível do parque; eu admirando como ela estava carregada, mas só nos galhos internos ao parque; nos galhos alcançáveis da rua, nada. aí uma goiaba madurinha se soltou, quicou num galho, pulou a cerca, caiu na pista e rolou até meu pé. surpreso, só consegui agradecer em pensamento a oferta da árvore, e polidamente recusar a fruta, porque estava satisfeito da refeição anterior
depois fiquei imaginando a árvore prisioneira daquele canto esquecido do parque, me pedindo ajuda para espalhar suas sementes e dar liberdade para suas descendentes, já que ela estava condenada a viver ali atrás daquelas grades até o fim de seus dias...
e fiquei chateado comigo por de início só ter conseguido pensar que o "gesto" da árvore tinha sido uma gentileza para mim e não um "favor" para ela.
de qualquer forma, espero que algum animal (humano ou não) com mais fome do que eu estava faça bom proveito da fruta e espalhe algumas sementes onde elas frutifiquem