Ecos da Caminha

O melhor desse jogo é que ele entrega o que se propõe. Parece claro que ele nasceu de uma cruza do Link's Awakening com as mecânicas do Tears of Kingdom. A mecânica principal do jogo que são os ecos é muito inspirada e basicamente promove o "mil maneiras, invente a sua" do jogo.

O fato de ter sido distribuído em português ajuda muito para engajar na história, que apesar de simples, é cativante. Exceto pela desculpa esfarrada que deram para o Link não falar hahaha isso deixou a desejar demais.

O processo de fazer sucos é bacana, embora muito repetitivo. Contudo, seu principal efeito que seria recuperar vidas é facilmente substituído por uma soneca na cama da Zelda. O que eu não acho exatamente ruim, mas talvez desestimulou o uso dos sucos. A cama, inclusive, é o item mais multiuso do jogo, por isso apelidei-o carinhosamente de "Ecos da Caminha". Ela serve de escada, serve para recuperar vida, serve de ponte, serve de escada de novo. É maravilhoso.

O Tri como companheiro de aventura é bem interessante. Todo o jogo está muito bonito e agradável (exceto o umbigo dos Gorons que parece uma hérnia). Acho que a única crítica que eu deixaria ao jogo é a mesma que deixo para quase todos os jogos Zelda: o chefe final não é, nem de longe, o mais desafiador do jogo, é apenas o mais esticado, se alongando mais do que precisava para ser divertido.

Mas tá de boa, o resto do jogo é bom demais pra isso ser um problema!