O Splendor Duel não tem o brilho do Splendor original, mas chega bem perto.

Poucos jogos conseguem ser reimaginados e ficarem tão bons quanto o original. O Splendor Duel não tem o brilho do Splendor original, mas chega bem perto.
As mecânicas centrais são as mesmas, porém há um novo recurso, a pérola, que é bastante escasso, tendo apenas duas no jogo todo (tem menos do que ouro inclusive). Pode ser um problema se um dos jogadores monopolizar as pérolas.
Por sorte, é possível usar um outro recurso novo, que são os privilégios, para pegar uma pérola ou qualquer outra pedra preciosa como uma ação bônus. Contudo, é um outro problema se o outro jogador monopolizar os privilégios sem usá-los.
Felizmente há meios de você tomar privilégios do outro jogador. Ainda assim, pode ficar meio entruncado e das vezes que joguei, sinto que há uma escassez muito maior no Duel que na versão original. O que talvez fosse esperado já que é um jogo um contra um.
Nessa reimaginação há três conidições de vitória diferentens, o que permite mais de um estilo de jogo. Ontem eu evitei perder reservando uma carta que daria a vitória ao outro jogador com menos pontos. Isso é bom para rejogabilidade.
Se você estiver em dúvida entre adquirir o Duel ou a expansão do jogo original, acho que o Duel é mais inspirado e brilha mais na sua execução. Especialmente se você frequentemente joga um contra um e gosta de um jogo mais tenso, já que o Splendor original jogado de dois é uma disputa menos acirrada, com cada jogador basicamente focando só no seu jogo até os turnos finais.