finished reading As Crônicas Marcianas 🌕🌕🌕🌗🌑
Leitura fluida. São 26 contos sobre a exploração (invasão cof cof) de Marte, publicados em revistas e reunidos nesse livro. Tem seus momentos descritivos que nos transportam ao cenário extraterrestre e também tem papel na história. Por exemplo, o material das construções: torres de cristal magníficas e frágeis, mas que sobreviveram por séculos, permanecendo além das sociedades marcianas que as ergueram. Cidades de madeira e plástico, erguidas muito rápido e que em pouco tempo viram montanhas de lixo. Os contos são a velha história da invasão alienígena invertida: a humanidade é a invasora do planeta alheio. São metáforas sobre o hábito de invadir e destruir territórios e povos.
Americanos são os pioneiros. Eles chegam procurando um lugar melhor para viver, fugindo de "política, governos, censura", mas procurando também um lugar para ganhar fama e dinheiro. Dão nome a rios e montanhas. Uma cena que mostra o aviso aos nativos de que o planeta tem novos donos é o militar dizendo que quer jogar latas de leite condensado no rio. Os marcianos são um povo muito antigo. Eles têm veículos e cidades de cristal enormes, mas abandonadas. Já eram poucos quando o invasor chegou. O primeiro ato de resistência é matar todos. Mas eles continuam chegando com armas de fogo e armas biológicas: doenças para as quais os marcianos não têm defesas. Os sobreviventes se escondem mas a resistência continua. Enquanto isso, humanos tomam conta de uma nova terra prometida, afastam-se afetivamente da Terra para descobrirem que não se foge do que se é. Todas as mazelas humanas emigrou para Marte.
É um livro de homem pra homem. Nós somos humanas e reconhecermos os dramas humanos na história, mas quando o autor coloca mulher em cena, pqp. Ele coloca bem pouco mesmo.